ESTAÇÃO ARQUEOLÓGICA CASTRO DE ALVARELHOS

O Castro de Alvarelhos é um Monumento Nacional, desde 16 de Junho de 1910, beneficia de uma Zona Especial de Proteção, desde 1976, retificada e ampliada em 1992. Teve várias épocas de ocupação, desde os finais da Idade do Bronze à Idade Média, e delas guarda vestígios materiais e arquitetónicos.
O povoado estende-se desde o cabeço, denominado “Monte Grande”, pela encosta abaixo, na direção nordeste, ladeado por duas linhas de água, numa extensa área que o coloca entre os maiores do Noroeste Peninsular. A sua localização, na encosta voltada ao fértil vale aluvionar, é sugestiva do carácter agro-pastoril das comunidades que o habitaram ao longo dos tempos.
A ocupação deste local durante a Idade do Bronze está documentada por cerâmicas polidas e carenadas, machados em pedra polida e lâminas em sílex, sendo, por ora, desconhecidos vestígios de construções desse período.
Durante a Idade do Ferro, aparece-nos designado como “castellvm madiae” - o castro dos madequisenses - povo indígena que aqui habitou a partir do século II aC. Esta comunidade, que seria, já nos finais do milénio, tão importante quanto dinâmica no contexto regional, abraçará com empenho o processo romanizador, transformando-se cultural e urbanisticamente num modelo que procura imitar os padrões da urbe clássica. Desta forma, a partir dos inícios do século I d.C., o povoado indígena sofre profundas reformulações arquitetónicas, mormente nos espaços e equipamentos de carácter social, mas também na estruturação dos espaços domésticos, que cada vez mais adotam os modelos de construção romana. O carácter de centralidade deste povoado na região circundante parece claro, apesar de continuar ambíguo o seu estatuto jurídico, enquanto sítio urbano secundário, suspeitando-se que possa ter sido um “vicvs”. A proximidade da via romana, troço Cale-Bracara, documentada por um miliário encontrado na área do povoado, reforça a importância geoestratégica deste núcleo urbano.
Este longo percurso sob o domínio romano durou até aos finais do império e foi o mais marcante para a configuração deste sítio arqueológico. A partir de meados do século V d.C., e talvez na sequência de um amplo incêndio, a população debandou, ou circunscreveu-se a espaços ainda não detetados pela Arqueologia, pelo que este núcleo urbano, enquanto tal, é definitivamente abandonado. 
As fases de ocupação seguintes são pontuais, reportando-se a uma pequena fortificação no Monte de S. Marçal, entre os séculos IX e XII, e uma igreja com cemitério, datável entre meados dos séculos XII e XVI.

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